January 2011
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Jan 24th
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Jan 23rd
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Diálogo sobre Sonhos Lúcidos com C. G. Jung
eu: Os sonhos sempre se manifestam de maneira independente da consciência?
C. G. Jung: Sim, sua expressão é sempre compensatória de um modo inteligente, como se estivesse tentando recuperar o equilíbrio perdido (p. 275).
eu: Então há uma espécie de consciência no inconsciente?
C. G. Jung: Não pode haver consciência sem alguém que diga "eu tenho consciência". É certo que as manifestações do inconsciente assumem um forte caráter de personalidade. Mas personalidade não implica necessidade de consciência (p. 276).
eu: E essa personalidade também pode dormir ou sonhar?
C. G. Jung: Sim, a Anima por exemplo é uma personalidade feminina adormecida e oculta no homem. É como uma personalidade que nunca esteve desperta, nem consciente de uma vida vivida e de uma continuidade própria (p. 277).
eu: Se tal personalidade age de modo compensatório e inteligente, parece que ela possui uma consciência.
C. G. Jung: Pelo contrário, as personalidades arquetípicas apresentam todos os sinais de personalidade fragmentárias-dissimuladas, fantasmagóricas, isentas de problemas, carentes de auto-reflexão, sem conflitos, sem dúvidas, sem sofrimento (p. 279).
eu: Então como os arquétipos se manifestam para nós?
C. G. Jung: Eles trazem à consciência efêmera uma vida psíquica desconhecida, pertencente a um passado longínquo. É o espírito de nossos ancestrais desconhecidos, seu modo de pensar e sentir, seu modo de vivenciar vida e mundo, deuses e homens (op. cit.).
eu: A psique objetiva é portanto infinitamente velha?
C. G. Jung: Não, há a possibilidade de evoluir rumo a um futuro igualmente remoto, assim como o corpo que é efêmero individualmente, mas de idade incomensurável coletivamente (p. 280).
eu: Significa que experimentamos a eternidade através dos sonhos?
C. G. Jung: Trata-se de um mundo bem diverso do mundo exterior, um mundo em que o pulso do tempo bate infinitamente devagar, em que nascimento e morte de indivíduos contam pouco. Não admira que seu ser seja estranho, tão estranho que sua entrada na consciência significa muitas vezes algo como uma psicose (op. cit.).
eu: Há a possibilidade de controlarmos nossos sonhos?
C. G. Jung: Infelizmente, na realidade, o inconsciente é inconsciente, isto é, não o conhecemos. E como poderíamos assimilar algo desconhecido? (op. cit.)
eu: Bem, alguns pesquisadores se dedicam ao estudo daquilo que chamam de "sonhos lúcidos".
C. G. Jung: É indiferente que eles chamem disso ou daquilo, o fato é que no caso dos indianos (e a tal da consciência universal) o inconsciente devorou a consciência do eu.
eu: O que isso quer dizer?
C. G. Jung: Que os conteúdos do inconsciente perdem clareza no detalhe. Afinal a consciência torna-se abrangente, mas nebulosa; uma quantidade infinita de coisas desemboca então em um todo indefinido, estado em que sujeito e objeto tornam-se quase completamente idênticos. Tudo isto é belo, mas dificilmente recomendável (p. 281).
eu: E quanto aos métodos de atingirmos a lucidez enquanto sonhamos?
C. G. Jung: O modo pelo qual se obtém a harmonização de dados conscientes e inconscientes não pode ser indicado sob a forma de uma receita. Trata-se de um processo de vida irracional, que se expressa em determinados símbolos (p. 282).
eu: Seria então através do reconhecimento de símbolos que tornamos um sonho lúcido?
C. G. Jung: O conhecimento dos símbolos é indispensável, pois é nestes que se dá a união de conteúdos conscientes e inconscientes. Da união emergem novas situações ou estados de consciência (op. cit.).
eu: Um sonho lúcido está relacionado pois à função transcendente?
C. G. Jung: Não sei o que você quer dizer com "sonho lúcido". Mas se a meta disso é a de conduzir a personalidade em direção à totalidade, a analogia é verdadeira.
eu: E o que o senhor acha do filme Inception?
C. G. Jung: ...what?
[diálogo realizado através do oráculo "Arquétipos do Inconsciente Coletivo", CW, Vol. IX/I, Editora Vozes, Rio de Janeiro, 2000]
Jan 23rd
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“(…)Como definimos a realidade pelo que existe, a Mecânica Quântica (MQ) parece...”
– MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro “Criação Imperfeita”. (via bodegavirtual)
Jan 23rd
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“A astrofísica dá corpo a este amor explicando que nossos átomos foram carregados...”
– A Religião dos Saberes - Edgar Morin (via mayaraviana)
Jan 23rd
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“Jung ressalta a carência de liberdade do indivíduo criador - sobretudo o...”
– Aniela Jaffé - Ensaios sobre a Psicologia de C.G. Jung
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ListenTerence Love, Constructing a coherent...
Jan 22nd
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Hypatia of Alexandria - the first hunted witch
Raphael allegedly submitted a draft of his work, The School of Athens, to the church fathers. The School of Athens, Raffaello Santi (or Sanzio) aka Raphael (1483-1520). “Who is this woman in the middle?” asked the Bishops. “Hypatia, the most famous student of the School of Athens”, answered Raphael. “Remove her. Knowledge of her runs counter to the belief of the...
Jan 22nd
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stupid design
Os próprios designers acabam sendo relutantes ou incapazes de diferenciar design de atividades conexas como pesquisa e pensamento, fato este que “pode ser explicado por uma falta de habilidade individual de prática reflexiva ou de contemplação subjetiva” (LOVE, 2002). O autor sublinha as maiores consequências dessa indistinção: o fatalismo de que toda e qualquer atividade ou objeto é design; o...
Jan 21st
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